A deficiência de vitaminas raramente surge de forma isolada ou óbvia. Muitas vezes, ela se manifesta através de sintomas vagos e persistentes, como cansaço, queda de cabelo, dificuldade de concentração, alterações de humor, dores musculares ou baixa imunidade, sinais frequentemente atribuídos ao estresse, à rotina ou ao envelhecimento. O problema é que, quando essas carências não são identificadas corretamente, elas podem comprometer o funcionamento do organismo por anos antes de receberem a devida atenção médica.
Quem faz parte do grupo de risco para deficiência de vitaminas?
Grupos de risco como crianças pequenas, gestantes, idosos, pessoas com restrições alimentares, portadores de doenças crônicas e até mesmo quem vive em grandes centros urbanos, com pouca exposição solar ou alimentação inadequada, estão especialmente vulneráveis.
Mudanças no padrão alimentar, uso de medicamentos, doenças intestinais, cirurgias bariátricas e até fatores genéticos podem contribuir para esse cenário. Mesmo em um país tropical, estudos mostram que metade da população pode ter níveis insuficientes de vitamina D, por exemplo.
Quais os sintomas da falta de vitaminas no corpo?
Entre as deficiências mais comuns, destacam-se a de vitamina B12, vitamina D e ferro.
A carência de vitamina B12, bastante prevalente em vegetarianos estritos, idosos e pessoas com problemas de absorção intestinal, pode se manifestar de forma silenciosa. Os sintomas vão desde cansaço crônico, fraqueza, formigamentos em mãos e pés, alterações de memória, irritabilidade, até quadros neurológicos mais graves, como dificuldade de marcha e confusão mental.
Já a deficiência de vitamina D, que pode acometer mesmo aqueles que moram em regiões ensolaradas, está associada a fadiga, fraqueza muscular, dores ósseas e articulares, alterações de humor e maior risco de infecções.
O ferro, por sua vez, é fundamental para a produção de hemoglobina, transporte de oxigênio e síntese de vários tecidos. Sua deficiência leva à anemia ferropriva, caracterizada por cansaço extremo, palidez, irritabilidade, queda de cabelo, unhas frágeis, falta de ar aos esforços, coração acelerado e, em casos mais graves, dor no peito e alterações cognitivas.
Além dessas, outras vitaminas como A, C e folato também podem faltar, especialmente em populações vulneráveis, impactando crescimento, imunidade, cicatrização e saúde ocular.
Qual médico procurar para investigar a deficiência de vitaminas?
Diante desse cenário, surge a dúvida: Qual médico procurar para investigar e tratar essas deficiências de vitaminas?
O médico nutrólogo está totalmente preparado para lidar com essas situações. O Dr. Gustavo Solano possui formação em clínica médica e nutrologia, o que lhe permite unir conhecimento científico, experiência clínica e abordagem personalizada, para diagnosticar e corrigir as deficiências de vitaminas e minerais apresentadas pelos seus pacientes, sempre respeitando as particularidades de cada situação.
Vale ressaltar que, em alguns casos, o tratamento das deficiências pode se beneficiar da colaboração com outros profissionais da área médica. Essa integração pode ser bem valiosa.
Qual a melhor forma de repor vitaminas: oral ou injetável?
Qual a melhor forma de fazer a reposição de vitaminas? Vai depender de uma análise criteriosa. Não existe uma regra universal.
Cada caso exige uma estratégia própria, baseada na gravidade da deficiência, na causa subjacente e nas características individuais. A reposição pode ser feita por via oral (comprimidos, cápsulas, gotas), sublingual ou injetável, esta última especialmente indicada para quadros de má absorção intestinal, deficiências mais severas ou sintomas neurológicos.
Por exemplo, a vitamina B12 injetável é preferida em quem tem desordens funcionais intestinais, como no SIBO e síndrome do intestino irritável, enquanto a via oral pode ser suficiente em deficiências leves. O mesmo raciocínio vale para outros nutrientes.
O acompanhamento médico é fundamental para monitorar a resposta ao tratamento, ajustar doses e evitar excessos, que também podem ser prejudiciais.
Conclusão
Em resumo, identificar e tratar deficiências de vitaminas exige conhecimento, experiência e abordagem individualizada. O nutrólogo está plenamente capacitado para conduzir essa avaliação de forma ética, segura e baseada na ciência.
Se você apresenta sintomas persistentes, faz parte de grupos de risco ou busca prevenção, não hesite em procurar orientação especializada.
O Dr. Gustavo Solano é médico nutrólogo e realiza atendimento presencial em Ribeirão Preto e por telemedicina para todo o Brasil e exterior.
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Com mais de 20 anos dedicados à saúde intestinal e digestiva, ofereço um tratamento personalizado baseado em evidências científicas. Cada paciente recebe um protocolo único, considerando sua história clínica e necessidades específicas.
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Dr. Gustavo Solano
CRM 106353 SP / RQE 55075 CRM SP
Médico especialista em Clínica Médica e Nutrologia, palestrante e diretor da Clínica Solano
Médico especialista em Clínica Médica e Nutrologia (CRM-SP 106353 | RQE 55074–55075), com residência pela UNESP de Botucatu. É membro da Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia e diretor da Clínica Solano. Ao longo de sua trajetória clínica, já atendeu mais de 17 mil pacientes, com foco de atuação voltado à saúde intestinal, distúrbios da digestão e nutrologia clínica.
Perguntas frequentes
Posso ter deficiência de vitaminas mesmo me alimentando bem?
Sim. Uma dieta equilibrada reduz o risco, mas não elimina a possibilidade de deficiência. Fatores como doenças intestinais que reduzem a absorção, uso de medicamentos que interferem no metabolismo de micronutrientes, alterações genéticas e envelhecimento podem provocar carências mesmo em pessoas com hábitos alimentares adequados. Por isso, a avaliação clínica e laboratorial é insubstituível.
Exames de sangue comuns são suficientes para detectar todas as deficiências?
Não necessariamente. Alguns micronutrientes exigem exames específicos e, em certos casos, marcadores funcionais são mais sensíveis do que a dosagem sérica isolada. A vitamina B12, por exemplo, pode apresentar valores séricos normais mesmo com deficiência funcional nos tecidos, sendo necessário avaliar marcadores como homocisteína e ácido metilmalônico em situações de dúvida diagnóstica. A interpretação dos resultados deve ser feita por um médico com ampla experiência.
Posso tomar vitaminas por conta própria sem consultar um médico?
Essa prática apresenta riscos concretos. Algumas vitaminas são lipossolúveis, como A, D, E e K, e se acumulam no organismo, podendo atingir níveis tóxicos com suplementação prolongada sem indicação. Além disso, tratar a deficiência sem investigar a causa subjacente significa mascarar um problema que pode continuar progredindo. A suplementação racional exige diagnóstico correto, dose adequada e monitoramento.
Referências
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